Nesse ponto, os gonadótropos na hipófise anterior contêm pouco LH e FSH e a produção de estrogênio e progesterona é baixa. Como resultado, a secreção de FSH aumenta ligeiramente, estimulando o crescimento dos folículos recrutados. Os níveis circulantes de LH sobem lentamente, começando 1 a 2 dias após o aumento no FSH. Os folículos ovarianos recrutados logo aumentam a produção de estradiol; o estradiol estimula a síntese de LH e FSH, mas inibem sua secreção. A perda sanguínea por ciclo é em média de 30 mL (variação de 5 a 80 mL), sendo geralmente maior no 2º dia.
Isso pode estar relacionado ao tempo da terapêutica e a falta de progesterona (Vieira & Navarro, 2007). Sendo o climatério um período de transição, ele inaugura uma nova etapa do ciclo vital da mulher trazendo uma série de mudanças tanto em seu corpo como em sua vida social, amorosa, sexual e familiar. Frequentemente, essa nova etapa é experimentada como uma crise pessoal que impõe às mulheres a exigência de um olhar sobre o passado, visando à revisão das suas histórias de vida em busca de novos sentidos para a organização do presente e do futuro (Jung & Hull, 1991; Erikson & Erikson, 1998). Tal fase também propõe a necessidade de uma reconstrução de suas identidades (Morrison et al., 2014).
No climatério, fase de transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo, ocorre o esgotamento dos folículos ovarianos e, de modo progressivo, a deficiência estrogênica. Tal fase é relacionada com os sinais da menopausa, tendo início a partir da última menstruação, marcando o fim do período reprodutivo (Berenstein, 2001; Graef, Locatelli & Santos, 2012). Na menopausa, com a falência ovariana, se estabelece um novo ciclo em que se manifestam condições fisiológicas importantes. Portanto, a menopausa não é uma doença, mas pode desencadear sinais e sintomas que necessitam de controle e avaliação, visando garantir a qualidade de vida no processo de envelhecimento feminino (Lorenzi, Catan, Moreira & Àrtico, 2009; Ferreira, Chinelato, Castro & Ferreira, 2013). Desse modo, o objetivo do trabalho foi investigar as ações do estrogênio no ciclo biológico feminino e as consequências da sua ausência no perído do climatério à menopausa.
O crescimento dos pelos pubianos e axilares pode ser estimulado pelos andrógenos suprarrenais dehidroepiandrosterona (DHEA) e sulfato de DHEA; a produção desses andrógenos aumenta muitos anos antes da puberdade em um processo chamado de adrenarca. A puberdade ocorre mais cedo em meninas cujas mães tiveram a menarca em uma idade mais precoce (5); a puberdade também é influenciada pela localização geográfica e por agentes tóxicos ambientais (6). O caráter do trabalho foi uma revisão integrativa do tema proposto, alternativa que busca e analisa evidências atuais, resgatando informações importantes para o desenvolvimento do estado da arte. Essa metodologia disponibiliza para diversas áreas o acesso rápido a resultados que fundamentam a tomada de decisão e proporcionam o saber crítico (Mendes, Silveira & Galvão, 2008). No mercado, existem algumas maneiras de repor a progesterona quando ela está baixa, com pílulas, cápsulas ou em creme. Conhecido por progesterona tópica ou transdérmica, o creme pode ser também em forma de gel e formulado, sempre, à base do hormônio com rápida absorção na pele.
A terapia hormonal tem se tornado uma abordagem amplamente utilizada na medicina moderna, especialmente para o tratamento de condições associadas a desequilíbrios hormonais, como na menopausa, andropausa, distúrbios da tireoide, e diversas condições endócrinas. Entender a fisiologia por trás dessa terapia é essencial para otimizar seu uso e resultados. A fisiologia da terapia hormonal envolve a compreensão de como os hormônios atuam no corpo humano, como suas interações afetam funções biológicas e como intervenções exógenas podem restaurar ou modificar esses processos. Além disso, essa área de estudo é crucial para a identificação de efeitos colaterais, acompanhamento e estratégias de manejo de risco. O papel dos hormônios na homeostase, desenvolvimento, reprodução e regulação do metabolismo fornece um quadro abrangente permitindo que os profissionais de saúde personalizem a terapia para atender às necessidades específicas dos pacientes, garantindo assim uma abordagem mais segura e eficaz.
Hormônios e suas Funções
Os hormônios são mensageiros químicos produzidos por glândulas endócrinas, que desempenham funções vitais em diversas atividades do corpo, como crescimento, metabolismo, e reprodução. Eles podem ser classificados em três categorias principais: hormônios esteroides, hormônios peptídicos e hormônios derivados de aminoácidos. Os hormônios esteroides, como o estrogênio e a testosterona, são lipossolúveis e podem atravessar as membranas celulares, levando à ativação de genes. Já os hormônios peptídicos, como a insulina, são hidrossolúveis e atuam ligando-se a receptores na superfície das células, desencadeando uma cascata de sinais intracelulares.
Regulação Hormonal
A regulação hormonal é um processo complexo que envolve feedback negativo e positivo, dependendo do hormônio em questão. O eixo hipotálamo-hipófise é um dos principais reguladores do sistema endócrino, onde hormônios produzidos no hipotálamo controlam a liberação de hormônios pela glândula hipófise. Por exemplo, o hipotálamo produz o Hormônio Liberador de Estrogênio (GnRH), que estimula a liberação de hormônios gonadotróficos que, por sua vez, afetam a produção de estrogênio e progesterona nos ovários, ou testosterona nos testículos.
Objetivos da Terapia Hormonal
A terapia hormonal visa restaurar os níveis hormonais ao que é considerado fisiológico ou normal, aliviando sintomas relacionados a desequilíbrios, como ondas de calor, alterações de humor e perda de massa óssea. Nos homens, a terapia com andrógenos pode prevenir a diminuição da libido e a perda de massa muscular. Para as mulheres, a terapia de reposição hormonal é frequentemente usada para tratar os sintomas da menopausa e reduzir o risco de doenças cardiovasculares e osteoporose associadas à queda dos níveis hormonais.
Benefícios e Riscos da Terapia Hormonal
Embora a terapia hormonal ofereça vários benefícios, ela não está isenta de riscos. Os benefícios podem incluir a melhora da qualidade de vida, aumento da densidade óssea, e controle de sintomas como a seca vaginal e distúrbios do sono. No entanto, existem preocupações com efeitos colaterais potenciais, como o aumento do risco de câncer de mama, trombose venosa profunda e doenças cardiovasculares. Portanto, é fundamental que os médicos realizem uma avaliação cuidadosa e considerem a história clínica do paciente, realizando um acompanhamento regular para mitigar os riscos associados a essa terapia.
Considerações Finais
A terapia hormonal representa uma importante ferramenta na medicina endócrina, mas seu uso deve ser cuidadosamente individualizado. Compreender a fisiologia dos hormônios, suas interações e regulação permite que os profissionais de saúde ofereçam uma abordagem mais segura e eficaz. Com o avanço das pesquisas, novas diretrizes e estratégias de monitoramento podem melhorar ainda mais os resultados da terapia hormonal, proporcionando qualidade de vida aos pacientes que enfrentam as consequências dos desequilíbrios hormonais.
Introdução à Terapia Hormonal
A terapia hormonal é um tratamento médico que envolve a administração de hormônios para corrigir ou equilibrar os níveis hormonais no organismo. É amplamente utilizada em diversas condições, como a menopausa, hipotireoidismo e algumas disfunções sexuais. O fisiologia hormonal masculina o equilíbrio hormonal, aliviando sintomas e melhorando a qualidade de vida.
O Papel dos Hormônios no Corpo
Os hormônios são mensageiros bioquímicos que desempenham um papel crucial na regulação de numerosas funções corporais, incluindo o metabolismo, o crescimento e a reprodução. Eles são produzidos pelas glândulas endócrinas, como a glândula tireoide, as adrenais e as gônadas. Quaisquer desequilíbrios nos níveis hormonais podem causar uma variedade de problemas de saúde, tornando a terapia hormonal uma opção terapêutica valiosa.
Indicações da Terapia Hormonal
A terapia hormonal é indicada em diversas situações, como: - Menopausa: Para aliviar sintomas como ondas de calor e alterações de humor. - Andropausa: Para tratar sintomas relacionados à diminuição dos níveis de testosterona nos homens. - Distúrbios da tireoide: Para restaurar os níveis hormonais adequados em casos de hipotireoidismo. Essas indicações têm o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Tipos de Terapia Hormonal
Existem vários tipos de terapia hormonal, incluindo: - Terapia Hormonal Combinada: Usa estrogênio e progesterona, frequentemente prescrita para mulheres na menopausa. - Terapia de Reposição de Testosterona: Administra testosterona a homens que apresentam níveis baixos deste hormônio. - Moduladores Seletivos do Receptor de Estrogênio (SERMs): Usados em casos específicos, como na prevenção do câncer de mama. Cada tipo de terapia hormonal visa atender a necessidades específicas, com diferentes métodos de administração.
Benefícios e Riscos da Terapia Hormonal
Os benefícios da terapia hormonal podem incluir: - Alívio dos sintomas da menopausa - Aumento da libido e função sexual - Melhora das condições de pele e cabelo Apesar dos benefícios, a terapia hormonal também pode apresentar riscos, como aumento do risco de câncer de mama e coágulos sanguíneos. Por isso, é fundamental realizar uma avaliação médica cuidadosa antes de iniciar o tratamento.

A Importância da Monitorização Médica
A monitorização regular é essencial durante a terapia hormonal para garantir que os níveis hormonais estejam adequados e para prevenir possíveis efeitos colaterais. Consultas regulares ajudam a ajustar as doses de hormônios conforme necessário e podem incluir exames de sangue para verificar os níveis hormonais e a saúde geral do paciente. A comunicação aberta entre o paciente e o profissional de saúde é vital neste processo.
Considerações Finais sobre a Terapia Hormonal
A terapia hormonal pode oferecer uma gama de benefícios significativos para aqueles que sofrem de desequilíbrios hormonais. No entanto, é crucial abordar a terapia com um entendimento claro dos seus riscos e benefícios. Um acompanhamento médico adequado e um diálogo sincero com o profissional de saúde são fundamentais para garantir que a terapia hormonal seja realizada de forma segura e eficaz.